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Jogo Aberto

Na hora do aperto, Google traduz guarani. Sabia?

Por Anahi Zurutuza e Adriel Mattos | 27/06/2022 06:00
Google traduz guarani para português e outros idiomas (Foto: Reprodução)
Google traduz guarani para português e outros idiomas (Foto: Reprodução)

Tradutor – É uma das línguas mais antigas faladas no território nacional, mas jornalistas do Campo Grande News só perceberam o quanto ela é, de certa forma, ignorada quando precisaram entender o que diziam indígenas guarani-kaiowá de Amambai, onde na sexta-feira (24), após confronto com o Batalhão de Choque, um dos integrantes da comunidade tradicional morreu e vários ficaram feridos. Mais curioso foi descobrir, só agora, que até o Google, multinacional mais poderosa no ramo da internet, tem ferramenta para tradução do guarani para outros idiomas.

As línguas – Cinco das mais de 150 línguas indígenas faladas no Brasil têm mais de 10 mil falantes, segundo dados do Censo de 2010, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O guarani-kaiowá é o segundo idioma mais popular, com pelo menos 26 mil falantes, perdendo apenas para o tikuna que é falado por 34 mil pessoas. Mas, o guarani tem variações, como o guarani-nhandeva e o guarani-mbya.

Faz pouco tempo – E faz pouquíssimo tempo que o guarani é um dos idiomas disponíveis no Google Tradutor. A plataforma anunciou que incluiria a língua indígena e outros 23 em evento realizado em maio deste ano. Um dos idiomas oficiais do Mercosul, junto ao português e o espanhol, o guarani é falado por cerca de 7 milhões de pessoas em países como Argentina, Paraguai e Bolívia, além do Brasil.

Guerra de edição – A página da senadora Simone Tebet (MS), pré-candidata do MDB à Presidência, na Wikipedia virou "campo de batalha" entre uma assessora dela e editores da maior enciclopédia on-line e colaborativa do mundo. Segundo o jornal O Globo, trechos que tratam da posição ou projetos da parlamentar sobre a questão indígena foram editados, mas revertidos por usuários da plataforma. A assessora de Simone foi bloqueada e novas edições foram limitadas. O gabinete da senadora informou que vai acionar a Wikipédia para contestar trechos da biografia.

Viagem – O senador Nelsinho Trad (PSD/MS), relator da Comissão Temporária sobre a Criminalidade na Região Norte, confirmou a ida do grupo à Amazônia na quinta-feira (30), especificamente na região onde o indigenista Bruno Pereira e o jornalista britânico Dom Phillips foram assassinados. O crime teria acontecido em 5 de junho e os corpos foram encontrados dez dias depois. Eles desembarcam em Tabatinga (AM) pela manhã. De lá, seguem para Atalaia do Norte e retornam no fim do dia a Brasília (DF).

Pressão – Deputados federais integrarão também a comitiva, que vai se encontrar com indígenas e membros de entidades que atuam na região. “Foi impressionante a demanda que eu recebi dos colegas parlamentares dos outros países no que tange a denúncias, no que tange a pedido de esclarecimento, no que tange a organizar uma força-tarefa para garantir a segurança daqueles mais vulneráveis que vivem em território amazônico e coibir essas práticas ilegais de tráfico não só de drogas, mas de madeira, desmatamento, queimadas e pesca ilegal. Ou seja, situações que não condizem com aquilo que a gente sabe que deve ser a essência da Amazônia, a sua preservação e o seu respeito em função do que ela representa para o Brasil e para o mundo todo”, declarou Nelsinho.

Na agenda – O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, convocou para a próxima terça-feira (28), às 9h, audiência de conciliação entre representantes dos governos de Mato Grosso do Sul, das outras 26 unidades da Federação e da União para buscar um acordo na questão do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre os combustíveis. A medida foi adotada em ação apresentada pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), que pede a limitação da alíquota do tributo à prevista para as operações em geral. A audiência será realizada por meio da plataforma Zoom.

Limites – A Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul apresentou projeto de lei que impõe teto nos salários dos servidores da Casa. A matéria regulamenta trecho da Constituição do Estado para limitar os vencimentos a 90,25% dos salários dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), hoje de R$ 39,2 mil. "O conteúdo do parágrafo 12 [da Constituição] é norma constitucional de eficácia limitada por princípio institutivo. Ou seja, depende de lei para dar corpo a sua aplicabilidade", diz a justificativa da proposta.

Plano A – A Operação Acesso Pago, da PF (Polícia Federal), que apura suspeita de tráfico de influência e corrupção para a liberação de recursos do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), vinculado ao Ministério da Educação, consolidou o nome do ex-ministro da Defesa, Walter Braga Netto, como vice na chapa à reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL), em detrimento da deputada federal e ex-ministra da Agricultura, Tereza Cristina (PP-MS). A conclusão é da colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo.

Raciocínio – Braga Netto sempre foi o preferido de Bolsonaro, que acredita que o general da reserva do Exército na chapa o livraria de um impeachment no eventual segundo mandato, enquanto Tereza, por ser indicação do Centrão, mantém o presidente em seu eterno “estado de desconfiança”.

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